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Dispareunia: como a fisioterapia pélvica melhora a dor na relação sexual

Por janeiro 16, 2019 Nenhum comentário
dispareunia

Sofrer com dores durante a relação sexual, também conhecida como dispareunia, é mais comum do que se imagina. Para se ter uma ideia, o problema acomete em torno de 50% das mulheres sexualmente ativas.

Existem alternativas para que os incômodos não prejudiquem a qualidade de vida da mulher. Dentre os principais benefícios, destaca-se o fato de promover um maior controle sobre a sua região perineal.

É nesse cenário que entra a fisioterapia pélvica, uma modalidade que cuida da função muscular da pelve e, consequentemente, pode amenizar os sintomas de dispareunia.

Confira abaixo mais informações sobre essa condição, suas causas mais comuns, e como os exercícios da fisioterapia pélvica podem promover uma melhora substancial das dores. Boa leitura!

O que é dispareunia?

O termo dispareunia é utilizado para descrever qualquer tipo de dor sentida durante o ato sexual. Ela pode ser sentida antes, durante ou após a penetração e acometer qualquer parte genital, desde o clitóris e os lábios até a vagina.

Além de causar dor, que pode ser tanto superficial e leve quanto profunda e aguda, a dispareunia é uma disfunção sexual e pode interferir negativamente nos seguintes pontos:

  • Autoestima;
  • Relacionamentos amorosos;
  • Transtornos psicológicos;
  • Qualidade de vida como um todo.

Causas da dispareunia

Existem diversas causas vinculadas a essa disfunção. Elas podem ser separadas nos seguintes fatores:

1 – Fatores psicológicos

  • Crenças religiosas muito rígidas;
  • Educação repressora;
  • Traumas infantis;
  • Abuso sexual (independente da idade)
  • Medos e tabus quanto à sexualidade;
  • Dificuldade em aceitar e vivenciar a sexualidade de forma saudável;
  • Sentimento de culpa;
  • Falta de desejo em ter contato íntimo com o parceiro.

2 – Fatores Patológicos

  • Endometriose;
  • Inflamações e infecções genitais;
  • Infecção urinária;
  • Menopausa;
  • Doenças Sexualmente Transmissíveis;
  • Deficiência de hormônio estrogênio;
  • Doenças de pele que atingem a região vaginal (foliculite, dermatite);
  • Tratamento pós-câncer.

3 – Fatores físicos

  • Falta de lubrificação vaginal;
  • Hímen fibrótico;
  • Estreitamento ou alteração anatômica da vagina;
  • Episiotomia;

Outra causa muito comum é o vaginismo, que se caracteriza por contrações involuntárias da vagina durante a relação sexual. Muitas pessoas o confundem com a própria dispareunia. Porém, são problemas diferentes, mas que se relacionam.

Como a fisioterapia auxilia na redução da dor?

A fisioterapia pélvica é considerada uma alternativa eficiente para reduzir os sintomas da dispareunia. Isso porque ela trata, previne, orienta e proporciona conhecimento não somente sobre a região pélvica, mas em relação ao corpo todo.

Os principais recursos utilizados por essa especialidade são:

Eletroterapia

Através do uso de correntes elétricas, esse procedimento promove o relaxamento e/ou fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, melhorando a circulação local e, consequentemente, aliviando a dor.

Exercícios perineais

Tratam-se de exercícios que promovem a contração e o relaxamento do assoalho pélvico a fim de normalizar o tônus muscular e, assim, aumentar a conscientização em relação a ele.

Esse recurso, que quando bem avaliado e orientado, pode ser realizado em casa. Não somente reduz as dores mas melhora a qualidade e o prazer sexual feminino.

Terapia manual

Através da terapia manual, é possível tratar alterações musculoesqueléticas, relaxar e alongar o canal vaginal e, com isso, tratar e previnir a dispareunia.

Dentre os meios utilizados nesse formato de fisioterapia, destacam-se:

  1. Massagem perineal;
  2. Manobras miofasciais;
  3. Dilatadores vaginais.

Biofeedback

Trata-se de uma ferramenta terapêutica em que é utilizado um aparelho sensório eletrônico. É um dos procedimentos mais utilizados na reabilitação do assoalho pélvico, fornecendo em tempo real, informações sobre o comportamento muscular tanto no repouso quanto durante uma contração muscular.

Ele promove a conscientização para que a pessoa tenha maior controle sobre as ações de contração e relaxamento dos músculos.

Terapia Comportamental

A terapia comportamental nada mais é do que um recurso de orientação sobre hábitos que devem ser melhorados para obter mais qualidade de vida.

Através de pequenas mudanças, é possível evitar muitos dos problemas que estão relacionados à dispareunia.

Apesar de a dispareunia ser um problema que atinge muitas mulheres, nada que envolve dor deve ser considerado como algo normal.

A fisioterapia pélvica é considerada uma alternativa de tratamento muito eficiente. Porém, como suas causas podem ser tanto físicas quanto psicológicas, é necessário um acompanhamento multidisciplinar para atingir a cura. Assim, além do fisioterapeuta, é importante contar com a ajuda de um ginecologista e psicólogo.

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