Fisioterapia

O que é epi-no?

Durante a gestação, existem diversos cuidados que a mulher deve tomar para que tanto sua saúde quanto a do bebê sejam resguardadas. Desde uma alimentação equilibrada até a prática de exercícios, tudo isso oferece benefícios para a gravidez.

Dentre todas as recomendações, uma vem ganhando cada vez mais destaque, principalmente devido à popularização do parto humanizado e do crescente interesse pelo parto normal. Trata-se do fortalecimento do músculo do períneo.

É nesse contexto que surge um aparelho chamado epi-no, que tem como principal objetivo preparar toda a região pélvica para o momento do nascimento. Através de simulações, a região vai se adaptando, o que possibilita uma melhor percepção perineal na fase expulsiva do trabalho de parto e promovendo uma possível prevenção de episiotomia.

A episiotomia é um procedimento médico e cabe ao médico avaliar a necessidade dela.

A definição de epi-no

O termo epi-no vem de um movimento nomeado “Episiotomia Não”, ou seja, uma forma de repúdio à incisão que, em alguns casos, é realizada na vagina para facilitar o nascimento.

O dispositivo foi criado na Alemanha na década de 90 e é composto por um balão de silicone que se infla progressivamente a fim de representar a cabeça do bebê. Assim, usa-se o epi-no como uma maneira de treinamento. Com o tempo, isso promove o alongamento da musculatura do períneo.

Após o balão ser inflado, a mulher tem a percepção de como será quando a cabeça do seu bebê estiver encaixada na região perineal, simulando o controle muscular necessário para promover o relaxamento, consciente, dessa região para esse momento do parto vaginal.

Com este treinamento, aumenta a segurança da gestante em relação ao parto vaginal e possível prevenção de uma episiotomia. (lembrando que a episiotomia é procedimento médico e cabe ao seu médico avaliar a necessidade dela).

Há restrição para o uso do epi-no?

De modo geral, não há nenhum tipo de restrição para a utilização do epi-no. Porém, ele costuma ser indicado somente a partir da 34° semana gestacional e deve ser autorizado pelo médico obstetra.

Como o aparelho é introduzido no canal vaginal e o balão é inflado internamente de forma progressiva, é necessário que o epi-no seja administrado por alguém capacitado, para que não haja nenhum prejuízo à gestação e ao corpo da mulher.

Por isso, para que os movimentos sejam realizados de maneira eficaz, é imprescindível que todo o treinamento seja feito com a supervisão de um fisioterapeuta especializado.

Fisioterapia pélvica: quais as vantagens?

O epi-no é apenas uma das ferramentas disponíveis no campo da fisioterapia pélvica, que oferece diversos benefícios tanto para a gravidez em si quanto para o momento do parto e o pós-parto. Veja:

  • durante a gestação: o períneo fica sobrecarregado neste período e isso pode levar a casos de bexiga caída e incontinência urinária. Com a fisioterapia pélvica as funções musculares são mantidas, através de ajustes do tônus, controle, coordenação e resistência, e assim reduzindo as chances de disfunções;
  • no parto: a Fisioterapia pélvica durante o parto estimula posturas que facilitam a descida do bebe, de acordo com a altura que o bebê se encontra na pelve/bacia da mãe e através do conhecimento da biomecânica da pelve. Assim, melhorando a percepção, consciência corporal e perineal, diminuindo o risco de lesões ao longo do trabalho de parto.
  • pós-parto: a fisioterapia contribui para uma recuperação mais rápida, pois promove exercícios que reeducam a musculatura da região, favorecendo sua reabilitação, bem como o retorno às atividades sexuais sem dor.

Consulte um fisioterapeuta especializado e informe-se sobre o epi-no e outras possibilidades!

Larissa Yokoyama

Larissa Yokoyama

Larissa Yokoyama é graduada em Fisioterapia, no ano de 2005, pela Universidade Cidade de São Paulo. Especializada pela Universidade Federal de São Paulo em Fisioterapia no ciclo gravídico-Puerperal.

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