Ginecologia e Obstetrícia

A partir de qual idade consultar um ginecologista é fundamental?

idade ginecologista

Quando as meninas chegam à fase da adolescência, inicia-se um processo de transformações no corpo e na mente fruto das turbulências hormonais que estão apenas começando.

Em meio a essas mudanças, muitas vezes, os pais ficam na dúvida quanto à hora certa de levar a filha a um ginecologista. Apesar de muitos, equivocadamente, vincularem o início da vida sexual ao momento “correto”, esse especialista tem um papel importante de conscientização e orientação.

Abaixo, você saberá a partir de que idade é sugerido que a adolescente comece a frequentar um ginecologista e quais os benefícios de realizar esse acompanhamento desde cedo.

A idade certa para a primeira visita ao ginecologista

Não há uma idade específica para levar, pela primeira vez, uma adolescente ao médico ginecologista, pois isso depende do tempo que cada organismo demora para se desenvolver.

Em média, a menina entra na puberdade entre os nove e os 14 anos. Caso as alterações no corpo iniciem aos 10 anos, por exemplo, a primeira menstruação ocorrerá por volta dos 12 anos. É esse o marco para começar as consultas: no momento em que ela menstruar pela primeira vez, deve-se procurar, independentemente da idade, um ginecologista.

Mas mulheres, fiquem atentas! Caso a puberdade ocorra em idade ou de forma inadequada recomenda-se a consulta com ginecologista mesmo antes da primeira menstruação, por exemplo, surgimento do broto mamário antes dos 8 anos de idade ou se após 3 anos do surgimento do broto mamário não houver menstruação ou se até os 14 anos de idade não aparecer o broto mamário.

Como funciona a primeira consulta

É comum que, na primeira visita, seja mostrado o funcionamento do órgão reprodutor feminino, inclusive com o uso de imagens ou maquetes para um melhor entendimento.

Nesta etapa, é importante que a mãe esteja presente, visto que o médico costuma traçar um histórico da paciente desde a infância. Assim, a cada consulta, novos dados são acrescidos e, com o tempo, constrói-se uma base de conhecimento muito útil para comparativos.  

Essa é a hora, também, de a adolescente esclarecer suas dúvidas, sejam elas fisiológicas ou em relação a doenças. Geralmente, as questões giram em torno do ciclo menstrual e seus sintomas, do desenvolvimento do corpo e de dores nas mamas.

A mãe pode ou não permanecer neste momento. Depende de como a adolescente se sentir mais confortável, afinal, não é hora para ter vergonha.

A diferença entre a primeira e as demais consultas

A principal diferença entre a primeira consulta e as demais está no tipo de exame realizado. Na verdade, caso a adolescente ainda não tenha tido relações sexuais, ela deve voltar ao ginecologista anualmente, independentemente da idade, para acompanhamento de rotina.

Depois da primeira relação, passa a ser feito, também a cada ano, o exame de Papanicolaou, que analisa as células do colo do útero.

A importância da primeira consulta

A primeira visita ao ginecologista tem um papel fundamental de conscientização e orientação. Mesmo que o diálogo em casa seja bastante aberto entre pais e filhos, há alguns assuntos que podem não ser tratados da maneira mais correta.

A gravidez precoce é um dos temas abordados pelo médico, demonstrando a importância de se proteger em todas as relações. O profissional explica como acontece a fecundação e as opções contraceptivas existentes.

Inclusive, é possível que, já nesse momento, o ginecologista recomende o uso de um anticoncepcional, provavelmente uma pílula com dosagem hormonal baixa.

Outro assunto muito relevante são as doenças sexualmente transmissíveis e a função da camisinha na prevenção.

Doenças que podem ser diagnosticadas nas consultas

Com as consultas de rotina, em qualquer idade, o ginecologista consegue tanto evitar algumas disfunções como diagnosticá-las de forma precoce, o que torna o tratamento e a recuperação muito mais fáceis. Veja alguns exemplos:

  • endometriose: muitas vezes, sintomas como cólica e sangramento não são fruto da menstruação, mas da endometriose. A identificação precoce ajuda a conter os incômodos e a prevenir uma possível infertilidade ou progressão da doença;
  • doenças sexualmente transmissíveis: independentemente da fase da vida, ginecologista deve ser sinônimo de evitar DSTs. Na adolescência, a importância é ainda maior, já que é a fase de início da exposição a estas doenças..

Quando se pensa em médico ginecologista, idade não deve ser a preocupação, limitando a ida da adolescente. É imprescindível que ela receba as devidas orientações antes mesmo de iniciar sua vida sexual. Nenhuma orientação irá estimulá-la a iniciar a vida sexual antes do que já iniciaria, a diferença é que ela irá iniciar com muito mais segurança e consciência.

Assim, é possível evitar uma gravidez indesejada, bem como as doenças sexualmente transmissíveis.

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Lilian Fiorelli

Lilian Fiorelli

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP, onde também se especializou em Uroginecologia e Sexualidade Humana.

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