Ginecologia e Obstetrícia

Entenda as causas da menstruação irregular

menstruação irregular

A principal função do ciclo menstrual é preparar o corpo da mulher para uma possível gravidez, garantindo que os óvulos estejam maduros e sejam liberados no tempo certo.

Dentro de um ciclo regular, os dias de fluxo costumam variar entre três e sete, com intervalo entre menstruações entre 26 e 35 dias. Mas isso não acontece com quem tem a menstruação irregular. Nessas mulheres, há uma oscilação nos intervalos, na duração e na intensidade da perda de sangue todos os meses.

Características da menstruação irregular

A duração total do ciclo naquelas que possuem menstruação irregular pode variar entre menos de 25 dias e mais do que 35. O fluxo de sangue é diferente – geralmente, mais intenso. Porém, isso não é uma regra, pois existem casos em que ocorre justamente o contrário. O tempo da menstruação em si também costuma mudar sempre (em um mês, o fluxo dura dois dias; no outro, cinco).

Parece confuso, mas a lógica, no fim das contas, é a seguinte: na menstruação irregular, todos os fatores são instáveis e podem se apresentar de forma diferente a cada novo ciclo.

Possíveis causas da menstruação irregular

Em meninas que ainda estejam nos primeiros dois anos de menstruação, é normal que a irregularidade aconteça porque o sistema reprodutor ainda é muito novo e está em processo de adaptação. E outros períodos da vida da mulher a menstruação pode acontecer de forma irregular e também é considerada normal.

Em grávidas espera-se que não ocorra sangramento, já no período pós-parto há um sangramento chamado loquia. Durante a amamentação muitas vezes não há sangramento ou este pode sim acontecer de forma irregular. Logo antes da menopausa também é considerada normal uma variação na duração e intervalo dos ciclos.

Porém, se a menstruação irregular não estiver associada a nenhuma das situações acima, o problema deve ser analisado por um ginecologista, para que um diagnóstico preciso seja realizado e o tratamento, quando necessário, seja iniciado o quanto antes.

As possíveis causas podem ser:

alterações hormonais decorrentes de ovários policísticos;
disfunção da tireoide;
cisto nos ovários;
obesidade;
miomas;
endometriose;
pólipos;
estresse;
uso do DIU;
distúrbios emocionais;
atividade física em excesso;
dietas rígidas;
desnutrição (principalmente vinculada à anorexia e à bulimia);
anticoncepcional utilizado de maneira incorreta;
ingestão da pílula do dia seguinte.

Buscando ajuda médica

A mulher deve consultar-se com um profissional sempre que notar alterações por mais de dois ciclos, se houver dificuldade para engravidar, fluxo muito intenso com coágulos (pelo risco de anemia) ou se sentir cólicas muito intensas e persistentes durante os dias de fluxo depois dos 20 anos (idade em que esse desconforto tende a diminuir).

Outros sintomas que necessitam a atenção de um especialista são:

fluxos que durem mais que sete dias;
dores não habituais no meio do ciclo;
dois ou três meses sem menstruar.

Além do exame ginecológico, o médico poderá solicitar exames de sangue e um ultrassom transvaginal, quando a mulher já tiver tido relações sexuais. A partir do resultado desses testes, juntamente com os relatos dos sintomas, será possível fazer um diagnóstico completo do que está causando a irregularidade na menstruação.

Formas de regularizar o ciclo menstrual

Quando o motivo da alteração nos ciclos é um problema hormonal (algo bastante comum em mulheres que sofrem com a menstruação irregular), o ginecologista pode recomendar o uso de anticoncepcional ou reguladores, sempre levando em conta o histórico da paciente, sua vontade de engravidar, etc.

Em caso de mioma ou endometriose, o tratamento pode ser feito com medicamentos ou cirurgia. Em outras situações, apenas uma mudança no estilo de vida da paciente já é suficiente para que a menstruação seja regularizada.

Lembre-se: nunca faça uso de remédios sem prescrição médica, pois isso pode ser prejudicial para a sua saúde!

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Lilian Fiorelli

Lilian Fiorelli

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP, onde também se especializou em Uroginecologia e Sexualidade Humana.

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