Ginecologia e Obstetrícia

HPV desvendado: tudo o que você precisa saber sobre a doença

hpv

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estudos comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas em todo o mundo serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Para os homens, esse índice pode ser ainda maior.

Mas você sabe o que essa sigla significa e como identificar a doença? Continue a leitura e entenda.

O que é HPV

É a abreviação de papilomavírus humano. A condição leva esse nome porque alguns tipos de HPV (mais de 150) se manifestam em forma de papilomas (tumores não cancerosos) ou verrugas. O vírus pode se instalar em mucosas (vagina, ânus, cabeça do pênis, colo uterino, garganta, boca, traqueia, brônquios e pulmões) e na pele.

Formas de transmissão do HPV

O principal meio de transmissão da doença são as relações sexuais sem proteção. No entanto, o contato com a boca de uma pessoa infectada, por exemplo, também pode propagar o HPV.  

Por isso, para evitar o contágio, não deve haver toque entre as mucosas contaminadas e a pele do indivíduo saudável.

Sintomas do HPV

A não ser que seja um tipo de HPV que cause verrugas genitais, a doença geralmente não apresenta sintomas, por isso, muitos portadores acabam não sabendo que estão infectados. As verrugas, quando for o caso, podem aparecer somente semanas e até meses depois do contágio. Algumas vezes nem aparecem e eventualmente só aparecem em situações que a pessoa está com imunidade baixa.

Em média, 90% das pessoas contaminadas têm a infecção eliminada pelo próprio sistema imunológico, em um período de dois anos.

Quando isso não acontece, o HPV pode provocar câncer por causar alterações celulares.

Como é feito o diagnóstico do HPV

Quando a pessoa apresenta verrugas genitais, o diagnóstico é feito a partir de um exame clínico. Contudo, na maioria das vezes o diagnóstico em pacientes que não apresentam lesões visíveis é feito pelo Papanicolaou. Este exame é fundamental para fazer um diagnóstico precoce da contaminação do HPV e a partir daí seguir a investigação com exames mais específicos como por exemplo: colposcopia com biópsia se necessário, captura híbrida e genotipagem para HPV. Por isso, é fundamental que as mulheres realizem o Papanicolaou regularmente.

Métodos de prevenção

Apesar de ser altamente recomendado, o uso de preservativos infelizmente não protege 100% as pessoas de uma infecção por HPV, já que nem todas as áreas passíveis de contágio são cobertas pela camisinha. O preservativo feminino, no entanto, protege melhor a vulva e diminui as chances de contaminação. E lembre-se também que o sexo oral precisa ser praticado com o uso de preservativos já que há um aumento no número de casos de câncer de garganta relacionado à infecção pelo HPV.

Para uma prevenção mais eficaz, é necessário vacinar-se contra o HPV. Atualmente, existem duas alternativas disponíveis:

vacina quadrivalente – contra os vírus dos tipos 6, 11, 16 e 18;

vacina bivalente – contra os vírus dos tipos 16 e 18. Os vírus 16 e 18 são HPV de alto risco para gerar o câncer do colo do útero, daí a importância da vacinação.

Os vírus 6 e 11 são de baixo risco, mas são os principais causadores de verrugas genitais. A vacina pode evitar cerca de 70% dos casos de câncer no colo do útero e são completamente seguras para meninas e mulheres. Na rede pública é oferecida para meninas com idade entre nove e 15 anos e meninos entre 11 e 15 anos; em casos especiais é oferecida até 26 anos de idade No particular a vacina quadrivalente pode ser administrada entre 9 e 45 anos de idade e a bivalente em qualquer idade a partir dos 9 anos.

Para os homens, a vacina previne principalmente o câncer no ânus, câncer de pênis e as verrugas genitais.

HPV e gravidez

No caso de mulheres grávidas contaminadas com HPV, o feto não corre risco de malformação, contudo a lesão do HPV deve ser muito bem acompanhada no pré natal pois a gestação por si só é um estado de baixa imunidade e pode acelerar o crescimento da lesão pelo HPV. O parto deve ser discutido com o médico com antecedência, pois existe chance de contágio no momento do nascimento, tanto por cesárea quanto por parto normal.

Procure ajuda médica caso perceba qualquer sintoma. Mantenha sua saúde em dia, sempre use preservativos em suas relações sexuais para se prevenir desta e de outras DSTs e mulheres, tenham seu exame de Papanicolaou em dia!

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Lilian Fiorelli

Lilian Fiorelli

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP, onde também se especializou em Uroginecologia e Sexualidade Humana.

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