Ginecologia e Obstetrícia

Evitar câncer no colo do útero é possível?

câncer no colo do útero

Que o útero é um órgão essencial para a reprodução, você provavelmente já sabe. Afinal, é dentro dele que o bebê cresce e se alimenta, até estar todo desenvolvido e pronto para vir ao mundo. Por essa razão, é importante que essa parte do corpo feminino esteja sempre saudável, longe de quaisquer complicações e infecções.

No entanto, as futuras mamães não são as únicas que devem se preocupar com a saúde uterina. Cerca de 16 mil mulheres são diagnosticadas com câncer no colo do útero anualmente no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Infelizmente, 35% dos casos são fatais, já que a doença é silenciosa.

O câncer no colo do útero é considerado a quarta causa de morte entre mulheres hoje em dia no Brasil, e o terceiro tumor mais frequente entre a população feminina (fica atrás somente do câncer nas mamas e do colorretal).

O que é o câncer no colo do útero

Existem dois tipos principais de câncer no colo do útero: o carcinoma de células escamosas, que responde por 90% dos casos, e o adenocarcinoma.

O tumor se forma como resultado de alterações celulares causadas pelo papilomavírus humano, o chamado HPV. Geralmente, a infecção viral, sozinha, não provoca nenhuma outra doença, mas ela pode evoluir para um tumor maligno em alguns casos.

Essas alterações celulares são facilmente descobertas em exames preventivos (papanicolau) e, em quase 100% das vezes, são curáveis.

Fatores de risco

Cerca de 75% das mulheres brasileiras sexualmente ativas já entraram ou entrarão em contato com o HPV em algum momento. No entanto, apenas 5% delas desenvolvem câncer no colo do útero. O prazo para que a infecção evolua para um tumor varia entre dois e 10 anos.

Mulheres que possuam vida sexual ativa e não façam uso de camisinha durante a relação podem ser contaminadas com o vírus. Em casos de apenas um parceiro sexual, os riscos diminuem, porém não desaparecem, já que o HPV é silencioso e a outra pessoa pode ser portadora sem saber.

Sintomas

Apesar de ser uma doença silenciosa, o câncer no colo do útero pode apresentar alguns sintomas sutis: sangramentos vaginais seguidos de corrimento e dor na pelve ou dor e sangramento durante a relação sexual.

Muitas mulheres ignoram esses sinais por pensarem que se trata de um escape ou corrimento vaginal comum, mas é preciso investigar.

Em estágios mais avançados da doença, algumas pacientes diminuem de peso e desenvolvem anemia, devido à perda de sangue, além de dores nas costas, nas pernas e problemas intestinais.

Atenção!
Você não deve se autodiagnosticar. É importante agendar uma consulta com um médico capacitado e de sua confiança se sentir algo de anormal em seu corpo.

Como prevenir o câncer no colo do útero

Além do uso de preservativos durante as relações sexuais, outras medidas também podem e devem ser tomadas para a prevenção da doença.

Um exemplo são as vacinas contra o HPV, geralmente recomendadas para mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual, mas também eficazes para pacientes com atividade sexual.

Outro fator importante é a realização periódica do papanicolaou (exame preventivo). Quando o câncer é descoberto nos estágios primários, a chance de mortalidade reduz até 80%. Por isso, é importante estar com as consultas e exames sempre em dia.

Informações sobre o exame preventivo

O papanicolau é o método mais utilizado para diagnosticar o câncer no colo do útero. O exame é feito a partir da introdução de um instrumento chamado espéculo na vagina. Dessa forma, o médico consegue visualizar o interior do órgão e o colo do útero, promovendo também uma leve descamação em suas superfícies internas e externas. Em seguida, as células recolhidas são analisadas em laboratório.

Toda mulher entre 25 e 64 anos que tem ou já teve vida sexual ativa deve realizar esse exame. Recomenda-se que os dois primeiros papanicolaus sejam feitos anualmente e, em seguida, de três em três anos, caso os resultados estejam normais; contudo, outros fatores podem influenciar a data de inicio, término e a frequência do exame.

Visite seu médico com regularidade e esteja em dia com os exames de rotina. Sua saúde deve estar sempre em primeiro lugar!

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Dr. Tomyo Arazawa

Dr. Tomyo Arazawa

Me formei em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Após a faculdade, fiz Residência Médica e especialização e Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Fui Médico Preceptor (chefe dos residentes) da Disciplina de Ginecologia da FMUSP logo após o término da residência médica. Me especializei em cirurgias minimamente invasivas, tais como cirurgias laparoscópicas, histeroscópicas e cirurgias robóticas. Hoje minha dedicação está voltada a atenção, assistência e estudos a pacientes com dor pélvica e especialmente endometriose.

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