Ginecologia e Obstetrícia

Qual a diferença entre o tratamento para mioma, cisto e pólipo?

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Mioma, cisto e pólipo: os três são tumores benignos que afetam o útero e os ovários. São silenciosos, mas podem se manifestar por alterações na menstruação, dor, fluxos intensos e, até mesmo, dificuldade para engravidar.

No entanto, apesar de todas as semelhanças, as formas de tratamento para mioma, cisto e pólipo são diferentes.

Conheça, a seguir, as terapêuticas utilizadas para combater essas três doenças do aparelho reprodutor feminino.

Formas de tratamento para mioma

As causas do mioma ainda não são conhecidas. O que se sabe, até agora, é que o estrogênio e a progesterona são dois hormônios que influenciam seu desenvolvimento. Isso significa que, durante a gravidez, as chances de surgimento da condição aumentam, e se a mulher já tiver mioma antes da gestação pode aumentar nesta fase.

Alguns medicamentos reduzem o crescimento do tumor e até impedem que ele se expanda com o tempo. Porém, não existe uma técnica que faça o mioma desaparecer completamente. Então, se a terapia é interrompida, ele volta a ganhar volume.

Algumas alternativas de tratamento para mioma são:

 Uso de anticoncepcionais
Uso de remédios específicos, como por exemplo, análogos de GnRH;
Procedimentos não-cirúrgicos, como a embolização da artéria uterina (essa técnica é utilizada para adiar a operação ou quando a paciente não deseja realizá-la) ou ultrassom de alta intensidade (HIFU, técnica ainda em estudo);
Cirurgia para a retirada do mioma, que pode levar à remoção do útero, em casos mais graves.

Antes de recorrer ao tratamento cirúrgico, o médico considera a vontade da mulher de engravidar, a idade que ela possui, o tamanho e a localização do mioma, e a quantidade de tumores que existem.

É importante destacar, no entanto, que, durante o procedimento, os elementos de fixação da cavidade uterina, a vascularização e os nervos da parte alta da vagina e do assoalho da bexiga não são afetados.

Quando não tratado, o mioma pode atrapalhar o andamento de uma gestação e até provocar um aborto.

Formas de tratamento para cisto no ovário

É natural que alguns cistos se desenvolvam durante o ciclo menstrual e, em seguida, desapareçam sozinhos. Por essa razão, inclusive, é que a doença atinge principalmente mulheres em idade fértil.

Apesar disso, em alguns casos, os cistos ovarianos precisam de atenção médica especializada para que não causem problemas à saúde feminina.

A forma de tratamento escolhida depende da idade da paciente, dos sintomas e do tipo de cisto que ela apresenta. Geralmente, quando eles não desaparecem por conta própria, o ginecologista receita o uso de um anticoncepcional.

Nos casos mais graves, em que o cisto esteja grande demais, em crescimento, que contenha partes sólidas ou não seja funcional, há a opção de retirá-lo. Os maiores riscos do cisto de ovário não tratado corretamente são de torção de ovário (uma emergência que em alguns casos pode levar a perda do ovário), rotura do cisto do ovário (que pode dar sangramento para dentro da barriga) ou se for suspeita de câncer. Ainda, se  não for tratada, a doença pode dificultar a consolidação de uma gravidez.

Formas de tratamento para pólipo uterino

As causas dos pólipos uterinos são, em sua maioria, alterações hormonais. É por esse motivo que mulheres que apresentem menstruação irregular e prolongada ou sangramentos fora do período menstrual devem ficar atentas.

As mais afetadas por essa condição são as pacientes que estejam na menopausa, mas ela também pode se desenvolver nas mais jovens, dificultando a gravidez, em alguns casos.

Quando a mulher for portadora da doença e, mesmo assim, acontecer a fecundação do óvulo, pode haver problemas na implantação do embrião.

Embora não seja câncer, o pólipo uterino pode se transformar em um tumor maligno quando não tratado. Por essa razão, é importante consultar um médico periodicamente para monitorar a situação.

O tratamento para pólipo uterino é cirúrgico e geralmente é indicado para todas as pacientes que possuem este diagnóstico já que a confirmação de que se trata de uma condição benigna ou maligna é somente com a análise do pólipo após a retirada.

Contudo em alguns casos como em paciente jovens, assintomáticas, pólipos pequenos a chance de ser maligno é extremamente baixa e pode ser realizado somente o acompanhamento desde que seja o desejo da mulher e ela esteja ciente desta condição. Geralmente a cirurgia realizada é a histeroscopia. Nesse procedimento, o médico introduz um instrumento na vagina até o útero para remover o pólipo. Já nos casos mais graves, o ginecologista pode indicar a cirurgia de retirada do útero. Uma alternativa para mulheres que já tiveram pólipo evitarem de ter novamente é o uso de progesterona como por exemplo o dispositivo intrauterino (DIU) medicado.

Independentemente de ser um mioma, um cisto ou um pólipo, cada quadro deve ser avaliado por um médico para que a melhor forma de tratamento seja encontrada. Como já mencionamos, a escolha depende de vários fatores, como a idade da paciente, o estágio da doença, a gravidade e o desejo de engravidar. Consulte um profissional capacitado e evite recorrer a remédios caseiros!

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Dr. Tomyo Arazawa

Dr. Tomyo Arazawa

Me formei em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Após a faculdade, fiz Residência Médica e especialização e Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Fui Médico Preceptor (chefe dos residentes) da Disciplina de Ginecologia da FMUSP logo após o término da residência médica. Me especializei em cirurgias minimamente invasivas, tais como cirurgias laparoscópicas, histeroscópicas e cirurgias robóticas. Hoje minha dedicação está voltada a atenção, assistência e estudos a pacientes com dor pélvica e especialmente endometriose.

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