Ginecologia e Obstetrícia

As mudanças hormonais depois dos 40 anos

mudanças hormonais depois dos 40 anos

Conforme o tempo passa, é natural que as mulheres comecem a se preocupar mais com sua saúde e, principalmente, com as mudanças hormonais depois dos 40 anos.

É a partir desse período que o corpo feminino passa a sofrer algumas alterações importantes e significativas. Entenda o que pode ocorrer em seu organismo!

O que acontece com o corpo da mulher após os 40 anos

De modo geral, as principais mudanças no corpo da mulher após os 40 anos são:

– Aumento da gordura abdominal

Nessa idade, é completamente normal que o corpo feminino estoque um volume maior de gordura na região do abdome. Sendo assim, o acúmulo adiposo nessa área não está, necessariamente, relacionado a uma má alimentação e ao sedentarismo.

– Perda de massa muscular

Com maior ocorrência a partir dos 45 anos, temos uma redução da tonicidade e de massa muscular por todo o corpo. Mulheres que já pratiquem exercícios físicos, por exemplo, podem notar que, nessa idade, eles já não fazem o mesmo efeito.

– Diminuição da densidade óssea

Caracteriza-se pelo declínio da quantidade de células nos ossos, o que pode originar pequenos poros (osteopenia ou osteoporose). Assim, os ossos ficam mais frágeis e o risco de fraturas aumenta. Sedentarismo e uma alimentação pobre em cálcio podem agravar o problema. Este processo pode se iniciar aos 35 anos, mas suas consequências são observadas, geralmente, a partir dos 50.

– Redução da capacidade aeróbica

Aos 40 anos, o sistema cardiovascular da mulher já não é mais tão eficiente, o que pode dificultar a prática de algumas atividades. Em algumas pessoas, o risco cardíaco pode aumentar. Por isso, é fundamental realizar uma avaliação médica antes de começar uma atividade física.

– Queda no metabolismo

Com certeza você já escutou alguém dizendo que o metabolismo se torna mais lento com a idade, não é mesmo?

Sim, isso é verdade. Após os 45 anos, com a redução da massa muscular, nosso metabolismo tende a ficar mais devagar, já que os músculos também são responsáveis por queimar calorias.

– Pele seca e flácida

Com a chegada dos 40 anos, a produção de colágeno sofre um declínio, causando flacidez e ressecamento na pele feminina. É nesse momento que as rugas e linhas de expressão começam a ficar mais evidentes no rosto, especialmente na região dos olhos.

Mudanças relacionadas à falta de hormônios

Podemos afirmar que grande parte das transformações que a mulher acima dos 40 anos observa em seu corpo é resultado das alterações hormonais que passam a acontecer.

Nesse processo, há indícios de que algumas regiões cerebrais sejam afetadas, especialmente as responsáveis pela disposição, pelo humor, pela temperatura do corpo e pelo controle do sono. Por isso, cerca de 80% das mulheres, nesta fase, podem sentir ondas de calor e arrepios frios, em maior ou menor intensidade.

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– Queda de libido

Com a proximidade da menopausa, a produção de hormônios sexuais tende a cair bruscamente.

Essa queda dos níveis de estrogênio e testosterona têm influência na diminuição da vontade de fazer sexo. Associada a isso, a parte psicológica também pesa bastante. A mulher passa por um turbilhão de mudanças físicas e emocionais na menopausa, e isso pode fazê-la se sentir “menos mulher”, o que interfere, diretamente, no desejo de se entregar e sentir prazer sexual.

– Ressecamento vaginal

Outra consequência da baixa na produção de hormônios é o ressecamento vaginal. É recomendada, às mulheres com este sintoma, a utilização de lubrificantes à base de água durante as relações sexuais, para tentar evitar possíveis fissuras e desconfortos. No entanto, algumas podem precisar de tratamentos mais específicos para solucionar o problema, como hormônios e laser.

– Dificuldade de engravidar

A reserva ovariana começa a diminuir a partir dos 35 anos de idade. Por volta dos 45, ela geralmente já está bastante baixa, o que pode ocasionar os chamados ciclos anovulatórios (a mulher menstrua mas não há ovulação). Com isso, além de a menstruação ocorrer de forma irregular, as chances de engravidar são reduzidas.

Mas atenção: se a mulher ainda não está na menopausa e não deseja engravidar, é preciso tomar cuidado! Mesmo que as possibilidades sejam remotas, elas existem. Por isso, é importante discutir sobre métodos anticoncepcionais com um médico.

– Incontinência urinária

A musculatura do períneo (a base da pelve) fica mais flácida, e os ligamentos, mais “frouxos”. Isso pode diminuir a sustentação da uretra e da bexiga. Além disso, a pele da mucosa da uretra torna-se mais fina, o que pode deixar esse canal mais aberto e facilitar os escapes de urina, principalmente quando a mulher faz algum esforço (tossindo, espirrando ou dando risada, por exemplo).

Medidas para amenizar os sintomas das mudanças hormonais depois dos 40 anos

Algumas medidas podem ser tomadas para que esses sintomas não interfiram no bem-estar da mulher. Uma alternativa pode ser a terapia hormonal ou, ainda, a suplementação com a soja.

Ela contém fitoestrogênio, um grupo de substâncias encontrado em plantas e que oferece doses pequenas de hormônios. Uma dica é consumir alimentos ricos em fito-hormônios, como a soja, já citada, e o inhame.

Adotar hábitos saudáveis (incluindo uma dieta balanceada, a prática regular de atividade física e a abstinência de bebidas alcoólicas e do tabagismo), associando-os ao entendimento de que toda mulher sofre mudanças nesse período da vida, pode te ajudar a aceitá-las, além de minimizar os sintomas que você pode vir a apresentar.

Lubrificantes e exercícios pélvicos podem auxiliar nas alterações sexuais e melhorar o quadro de incontinência urinária.

Não se esqueça de consultar um médico diante de qualquer alteração no funcionamento de seu organismo.

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Dr. Tomyo Arazawa

Dr. Tomyo Arazawa

Me formei em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Após a faculdade, fiz Residência Médica e especialização e Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Fui Médico Preceptor (chefe dos residentes) da Disciplina de Ginecologia da FMUSP logo após o término da residência médica. Me especializei em cirurgias minimamente invasivas, tais como cirurgias laparoscópicas, histeroscópicas e cirurgias robóticas. Hoje minha dedicação está voltada a atenção, assistência e estudos a pacientes com dor pélvica e especialmente endometriose.

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