Ginecologia e Obstetrícia

O que são os cistos e abscessos na glândula de Bartholin?

cisto glândula bartholin

As glândulas de Bartholin localizam-se na parte externa da genitália feminina, mais especificamente na vulva. Elas são responsáveis por produzir o fluido lubrificante do canal vaginal, fundamental para a prática sexual sem dor.

Existem duas complicações que podem afetar o perfeito funcionamento desse processo de umidificação. Podem surgir os cistos e abscessos na glândula de Bartholin devido à obstrução dos ductos ou a existência de um trauma local.

Apesar de não necessariamente causarem dor, ambas as situações merecem cuidado especial, pois podem prejudicar a sexualidade feminina e, consequentemente, a sua qualidade de vida.

Saiba mais sobre os abscessos e cistos na glândula de Bartholin, bem como a importância de tratá-los adequadamente. Confira a seguir!

O que são cistos na glândula de Bartholin?

Os cistos na glândula de Bartholin surgem quando o orifício de saída do fluido encontra-se obstruído e, consequentemente, todo o muco produzido fica retido em seu interior. Assim, os cistos nada mais são do que  “bolinhas” na entrada da vagina compostas por líquido.

Quando são pequenos e não estão infeccionados, os cistos costumam ser assintomáticos, podendo regredir espontaneamente após alguns dias sem a mulher nem saber que os possuía.

Porém, quando os cistos na glândula de Bartholin atingem mais de 3 cm de tamanho, podem ser incômodos, sendo que o desconforto pode surgir durante a relação sexual, ao toque e até no simples ato de andar ou sentar.

Nesse caso, é importante buscar a ajuda de um ginecologista, que irá indicar o tratamento mais adequado para melhorar o problema.

Como tratar os cistos na glândula de Bartholin?

Quando os cistos na glândula de Bartholin não causam algum tipo de sintoma, não é necessário realizar um tratamento específico. Porém, sugere-se fazer banho de assento com água morna visando manter a região higienizada. o procedimento cirúrgico é raramente indicado nestes casos.

Abscesso na glândula Bartholin

Outra complicação muito comum é o abscesso na glândula Bartholin, também conhecido como Bartholinite. Ele se desenvolve quando o líquido que ficou retido dentro do cisto se contamina, infeccionando e formando pus.

A contaminação pode se dar através da mesma bactéria que causa infecção urinária, da que provoca doenças sexualmente transmissíveis ou outra que já habite a pele feminina.

O abscesso na glândula Bartholin é considerado um quadro agudo, que muitas vezes gera dor intensa e deixa o local inchado, vermelho, sensível e quente. Além disso, pode levar a quadros de febre.

Por todos esses motivos, torna necessária a intervenção médica assim que for diagnosticado para que os desconfortos não se transformem em algo insuportável.

Tratamento do abscesso na glândula Bartholin

Quando o abscesso na glândula Bartholin encontra-se pequeno e com sintomas leves, é possível ser tratado com banho de assento, que ajuda na drenagem do pus e alivia os desconfortos.

Porém, na maioria dos casos, é necessária a intervenção médica. Os procedimentos mais indicados são:

  • Medicamentos: Pode ser indicado o uso de remédios, como antibiótico, anti-inflamatório e analgésico, conforme os sintomas;
  • Drenagem cirúrgica: Com a realização de uma pequena incisão no cisto, esse procedimento tem o objetivo de evitar que ele cresça mais e que a infecção cause mais dor;
  • Marsupialização: Esse procedimento cirúrgico, em que o cisto é aberto e as suas bordas são unidas à pele, visa conter o surgimento de novas lesões.
  • Bartolinectomia: Trata-se da cirurgia que remove totalmente as glândulas de Bartholin. Ela é indicada para mulheres que têm bartholinites reincidentes, cujas terapias não surtiram efeito.

O indicado é sempre procurar um ginecologista para que seja realizado o diagnóstico o tratamento adequados visando a cura plena da mulher.

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Lilian Fiorelli

Lilian Fiorelli

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da FMUSP, onde também se especializou em Uroginecologia e Sexualidade Humana.

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