Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Conheça os principais tratamentos para nódulos no pescoço

Por janeiro 4, 2018 Nenhum comentário
tratamento para nódulo no pescoço

Quando as pessoas notam um “caroço” no pescoço, seu primeiro pensamento geralmente é: será que é grave? Como posso resolver isso? Antes de qualquer coisa, é importante consultar um médico para que o diagnóstico seja feito corretamente. Não adianta preocupar-se por antecipação!

Nem todos os nódulos são malignos, e cada um demanda um tipo de intervenção diferente. Hoje, vamos falar sobre as três situações mais comuns e os respectivos tratamentos para nódulos no pescoço. Acompanhe!

Tratamentos para nódulos no pescoço

1- Nódulos de tireoide

São aglomerados de células que crescem e se desenvolvem na glândula tireoide – localizada na parte anterior do pescoço, ao redor da traqueia. Podem ser benignos ou malignos.

A forma de tratamento para este caso depende muito do tipo de nódulo. Quando for maligno, geralmente recomenda-se a remoção cirúrgica seguida, possivelmente, de terapia com iodo radioativo, a fim de destruir qualquer resquício do tumor que possa ter permanecido.

Já no caso dos benignos, pode-se optar por retirá-los cirurgicamente (principalmente se o nódulo estiver muito grande, podendo até gerar sintomas compressivos) ou pelo seguimento clínico. Se a segunda opção for a escolhida, o nódulo deve ser monitorado a cada seis a 12 meses, para verificar se houve aumento de tamanho ou de seu aspecto.

2- Aumento de gânglios cervicais

O inchaço dos gânglios geralmente é decorrente a um processo inflamatório (podendo ter um agente infeccioso responsável por isso), mas, às vezes, isso pode ser sintoma de um tumor cancerígeno. Os tratamentos para nódulos no pescoço, nestas situações, também dependem da natureza dos nódulos.

Nos casos benignos, o inchaço pode ser resolvido com compressas quentes, anti-inflamatórios, antibióticos ou até drenagem cirúrgica (em casos de formação de abscessos).

Quando o quadro for de um nódulo maligno, há necessidade de uma investigação minuciosa para a definição da melhor conduta, que pode ser através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou até uma associação dessas modalidades

3- Nódulos subcutâneos

Existem dois tipos mais comuns: o lipoma e o cisto sebáceo.

O primeiro é um tumor subcutâneo considerado benigno, composto por células de gorduras maduras. Geralmente, não há necessidade de tratá-las, apenas de acompanhamento clínico. Porém, quando a lesão estiver gerando algum desconforto local como sintomas de compressão e até mesmo prejuízos estéticos, a recomendação é retirar o nódulo.

O cisto sebáceo é um nódulo benigno e é originado das glândulas sebáceas ou folículos pilosos. Ele possui uma cápsula com um conteúdo esbranquiçado ou amarelado e de odor fétido (o sebum). Sua localização mais comum é na região superficial da pele, explicado pela sua origem.

Para tratar este nódulo de forma definitiva, realiza-se uma cirurgia para a retirada do cisto e de sua cápsula. Quando houver infecção bacteriana, antibióticos podem ser indicados.

Este tipo de nódulo possui crescimento lento e não apresenta sintomas, o que dificulta um diagnóstico precoce. Portanto, para um melhor resultado no tratamento, nunca tente espremer o cisto antes de consultar um médico.

Agora que você já sabe quais as formas de tratamento para nódulo no pescoço, converse com um especialista para que ele avalie qual melhor se encaixa em sua situação. Somente ele poderá fazer um diagnóstico correto e preciso, e é importante buscar essa orientação imediatamente, caso você note algo de anormal na região do pescoço.

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Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital das Clínicas da FMUSP e foi Preceptor (chefe dos residentes) na Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HC-FMUSP.

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