Dermatologia

Tipos de peeling facial

É inegável que, a cada ano que passa, mais as pessoas têm cuidado de sua beleza. De todas as preocupações com a aparência, a pele costuma demandar bastante atenção, visto que, devido à sua exposição, sofre com lesões que se tornam visíveis.

No quesito realização de procedimentos estéticos, o Brasil está no topo do ranking mundial. Dentre as muitas alternativas, vêm ganhando destaque os chamados peelings.

Disponível em diversos tipos, o peeling facial atua destruindo partes da cútis a fim de provocar a regeneração das células, proporcionando um aspecto novo. Por isso, é indicado para corrigir marcas, manchas, sinais de envelhecimento e melhorar a aparência da pele como um todo. Apesar de ser mais conhecido por sua ação no rosto, é possível realizar a técnica também no pescoço, no dorso das mãos, nos antebraços e no colo.

Confira, a seguir, os tipos de peeling facial existentes e para quais casos cada um é recomendado.

No entanto, é importante destacar, antes de tudo, que qualquer procedimento dessa natureza deve ser feito por um médico, para evitar que a cútis seja agredida de maneira inadequada e que os resultados sejam insatisfatórios.

Conheça os tipos de peeling facial

tipos de pelling facial

Peeling químico

Nesse tipo de peeling facial, também conhecido como quimioesfoliação, são aplicadas substâncias químicas de profundidade variável visando proporcionar um efeito de esfoliação. Com isso, ocorre a destruição de parte da epiderme ou da derme, incentivando sua regeneração.

O objetivo do peeling químico é o rejuvenescimento da pele, já que a técnica é capaz de reduzir e até eliminar rugas e algumas cicatrizes superficiais. Além disso, melhora visivelmente a textura e a coloração natural cutânea.

A recuperação após o procedimento costuma ser rápida e indolor. Em média, após uma semana, o aspecto avermelhado vai amenizando. É fundamental, porém, que, durante o período em que a pele estiver sensível, não haja exposição ao sol e que o filtro solar seja utilizado mesmo dentro de casa.

Peeling mecânico

O peeling mecânico consiste no uso de um equipamento que realiza esfoliação, também chamada de lixamento mecânico da cútis. Na microdermoabrasão, exemplo desse tipo de peeling, microcristais de dióxido de alumínio são pulverizados no rosto, levando à sua renovação.

Diferentemente dos outros tipos de peeling facial, que atuam mais nas camadas superficiais, esse é indicado para situações em que o tratamento dermatológico precisa ser mais profundo, como em pessoas com cicatrizes de acne muito aparentes ou rugas de grau avançado.

Ele também é muito recomendado em terapias contra estrias, visto que, com a eliminação do tecido fibroso e sua consequente substituição, a elasticidade é restabelecida, bem como a maciez da pele como um todo.

Peeling vegetal

O peeling vegetal é considerado um método menos agressivo e invasivo, tanto que pode ser realizado por pessoas com pele sensível. A regeneração cutânea, nesse caso, se dá através da esfoliação utilizando exclusivamente ingredientes naturais.

É feita uma massagem de 20 minutos com o produto escolhido e, em seguida, a área tratada é coberta com uma bandagem oclusiva por 40 minutos. Esse procedimento gera uma intensa vasodilatação com estímulo e ativação celular, promovendo o clareamento da pele e melhorando seu aspecto.

Geralmente, os ativos usados são à base de aveia e amido de arroz. Como eles contêm vitaminas como A, do complexo B, C e E, essa esfoliação ainda viabiliza a nutrição da cútis.

Os tipos de peeling facial mais utilizados

Dentro de cada categoria que apresentamos acima, existem subdivisões de acordo com os recursos e mecanismos utilizados. Assim, os tipos de peeling facial mais realizados são:

  • peeling a laser ablativo: remove camada por camada até chegar na pele mais nova. É recomendado para pessoas com rugas profundas, cicatrizes de acne ou, então, que simplesmente estejam buscando o rejuvenescimento do rosto;
  • peeling a laser com luz pulsada: depois de quatro a seis sessões, essa técnica promove um aumento significativo na produção de colágeno e no fortalecimento das fibras. Melhora, assim, a textura e o tônus da cútis, deixando-a muito mais vistosa;
  • peeling de cristal: através da utilização de cristais de óxido de alumínio, que têm propriedades coagulantes, propicia uma cútis mais sedosa, brilhante e com vigor;
  • peeling de diamante: esse tipo de peeling facial mecânico é ideal para peles mais espessas, visto que é um procedimento mais intenso, em que a camada externa da cútis é removida. É ideal para reduzir acne, queloides e até cicatrizes de cirurgia;
  • peeling químico com ácido glicólico: visa devolver a maciez à pele, atenuar as rugas e melhorar o aspecto de manchas causadas pelo sol e pela acne;
  • peeling químico com ácido retinoico: ao descamar levemente o tecido cutâneo, favorece sua renovação e incentiva a formação de colágeno;
  • peeling químico com ácido salicílico: além de diminuir a quantidade de lesões de acne e a oleosidade , tem função clareadora.

Níveis de profundidade do peeling e suas indicações

Além dos tipos de peeling facial, há, ainda, os níveis de profundidade, ou seja, o quanto o procedimento interfere efetivamente na pele. Dentro desses graus, há indicações específicas, tanto de tratamento quanto de perfil e condições cutâneas. Veja:

  • nível 1: é a terapia mais superficial e, por isso, pode ser feito até por aqueles com pele mais sensível. É recomendado para casos de ressecamento, falta de brilho e marcas leves;
  • nível 2: é indicado para pessoas com manchas superficiais no rosto, acne e rugas. Pode ser realizado em cútis mais frágeis e funciona muito bem nas oleosas;
  • nível 3: esse nível já é considerado mediano, portanto, em peles delicadas, pode haver irritações. É recomendado para tratar manchas mais evidentes, cicatrizes causadas pela acne, rugas, marcas e sulcos;
  • nível 4: este é o mais profundo dos tipos de peeling facial. É direcionado para pacientes mais envelhecidos, cuja cútis esteja mal cuidada e com cicatrizes acentuadas.

Contraindicações do procedimento

Apesar de haver tipos de peeling facial menos abrasivos e, por isso, com menos riscos de efeitos colaterais, é preciso ficar atento a determinadas situações que possam prejudicar o estado geral da pele.

Os peelings superficiais dificilmente geram problemas. Porém, os de grau médio podem gerar cicatrizes, reações sistêmicas e até infecções. Assim, é importante realizar uma avaliação prévia com um dermatologista, que saberá orientar sobre qual a melhor e mais segura alternativa.

As principais contraindicações são:

  • gravidez;
  • cicatrização deficiente;
  • escoriações neuróticas;
  • tendência à formação de queloide;
  • histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória;
  • dificuldade de seguir recomendações médicas;
  • expectativas irreais.

Dicas para manter a pele bonita e renovada

Para que, independentemente do tipo, o peeling facial ofereça somente benefícios e deixe a cútis mais bonita, é essencial tomar alguns cuidados extras:

  • não utilize peelings caseiros vendidos em farmácias sem a devida orientação;
  • faça o procedimento com um dermatologista e respeite suas instruções;
  • opte por realizar o peeling durante o inverno, quando os raios solares são menos intensos e a tendência é de menor exposição;
  • use protetor solar diariamente, mesmo com tempo fechado;
  • seja cautelosa com maquiagens após o procedimento, pois elas podem causar reações. Prefira versões hipoalergênicas e as remova totalmente antes de dormir;
  • amplie a atenção à pele através da hidratação, de uma alimentação mais equilibrada e de um bom sono.

Além disso, é fundamental fazer consultas periódicas ao dermatologista para que ele avalie os resultados do peeling e evite que os problemas tratados retornem. Esse acompanhamento é a chave para que a terapia seja eficaz.

O procedimento é uma técnica que promete deixar a cútis mais lisa, sem manchas e com um aspecto muito mais jovem e saudável. Por este motivo, ele tem sido muito procurado principalmente por mulheres mais maduras, que já possuem marcas mais profundas.

Existem diversos tipos de peeling facial e níveis de profundidade, como pudemos ver, e cabe ao dermatologista recomendar o mais apropriado ao seu perfil de pele e objetivo. Jamais faça um procedimento como esse sem orientação médica, pois pode haver efeitos colaterais indesejados.


Dra. Ana Paula Takeuchi

Dra. Ana Paula Takeuchi

Dra. Ana Paula Takeuchi é médica formada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Fez residência médica em Dermatologia no Hospital das Clínicas da FMUSP.

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