Cirurgia de Cabeça e PescoçoEndocrinologia

Como as glândulas salivares atuam na digestão alimentar?

Por fevereiro 21, 2018 Nenhum comentário
glândulas salivares

As glândulas salivares são órgãos anexos que fazem parte de nosso sistema digestivo. Quando estimuladas, através da presença de alimento na boca ou, simplesmente, do cheiro de comida, elas produzem um importante fluido lubrificante: a saliva.

Composta por 99,5% de água e 0,5% de solutos, ela possui anticorpos, enzimas e sais que ajudam a evitar infecções na boca e na garganta, locais onde pode ser encontrada.

Além disso, as glândulas salivares têm um papel importante no processo de digestão, visto que o início dele se dá, justamente, na boca. É por meio delas, portanto, que o alimento é dissolvido para que possa ser degustado.

Abaixo, falaremos mais sobre seu funcionamento!

Tipos de glândulas salivares

No corpo humano, existem diversas glândulas salivares. Elas são classificadas em menores, cuja função é mais direcionada à lubrificação bucal, por estarem dispostas na mucosa da boca, e maiores, que atuam diretamente na comida que ingerimos.

As glândulas salivares maiores, por sua vez, podem ser divididas em três tipos:

glândulas parótidas: estão localizadas em ambos os lados da face, abaixo e diante das orelhas. São as mais volumosas e possuem o formato de um disco;
glândulas submandibulares: são encontradas na parte interna da mandíbula, mais especificamente entre a ponta do queixo e o ângulo da mandíbula. Por sua posição, são as responsáveis por secretar saliva sob a língua;
glândulas sublinguais: situam-se na região anterior às submandibulares, abaixo de cada lateral da língua.

Funções das glândulas salivares

Como o próprio nome sugere, as glândulas salivares têm como principal tarefa a produção de saliva. É através desse fluido que se dá o início do processo de digestão alimentar.

Elas são encarregadas, por exemplo, de lubrificar as partículas de comida e amolecê-las, para que possam entrar no tubo digestivo.

Além de água, a saliva é composta por enzimas, e cada uma desempenha um papel diferente na digestão e na manutenção da saúde bucal como um todo.

A ptialina age sobre o amido, que pode ser encontrado no arroz, na batata, entre outros. Ela o transforma em maltose, que possui uma estrutura mais simples e, portanto, é mais fácil de ser digerida.

A mucina proporciona viscosidade à saliva, aliviando o atrito do bolo alimentar contra as paredes do tubo digestivo no caminho até o estômago.

a lisozima tem ação antibiótica, protegendo a boca de infecções, eliminando alguns germes e evitando o desenvolvimento de cáries nos dentes.

Além de suas funções imprescindíveis para a digestão e para a saúde bucal, a saliva ainda atua umidificando os lábios e a língua enquanto falamos.

Como ocorre a produção salivar

A saliva é resultado da mistura da secreção de todas as glândulas salivares. As maiores, como já dissemos, são as que produzem enzimas, enquanto as menores apenas criam muco.

Para se ter uma ideia, em um período de 24 horas, chegamos a secretar entre 1 a 1 litro e meio desse fluido, tamanha a sua importância.

A formação de saliva requer um trabalho árduo das células das glândulas salivares. Isso porque o volume de água exigido é tão grande que não é possível depender unicamente da captação por osmose.

Assim, o processo de extração aquosa exige, também, o consumo de uma alta quantidade de oxigênio e outros elementos necessários para as intensas trocas metabólicas que ocorrem no interior dessas células.

Porém, para que haja, de fato, a produção de saliva, as glândulas salivares precisam ser estimuladas. Por serem inervadas pelo sistema nervoso autônomo, constituído principalmente por nervos parassimpáticos, elas são interligadas aos núcleos especiais do encéfalo, os chamados núcleos salivatórios.

Desse modo, as sensações gustativas da língua são encaminhadas a esses centros, que, rapidamente, colocam as glândulas em funcionamento.

Fique atento às suas glândulas salivares!

Agora que você já sabe da importância das glândulas salivares, especialmente para a digestão alimentar, é essencial ficar atento ao seu estado de funcionamento.

Além disso, estes órgãos podem ser alvo da formação de nódulo(s), que pode(m) ser tanto benigno(s) ou maligno(s).

Assim, independentemente de qual seja o sintoma, é fundamental que um médico seja procurado o quanto antes. Ele poderá avaliar a situação e indicar o tratamento adequado, se necessário.

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Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital das Clínicas da FMUSP e foi Preceptor (chefe dos residentes) na Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HC-FMUSP.

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