Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Quando se preocupar com uma ferida na boca?

ferida na boca

Em algum momento da vida, você provavelmente já teve uma ferida na boca. São lesões, como inchaços, manchas e bolinhas esbranquiçadas ou avermelhadas, que costumam ser doloridas.

As feridas na boca podem aparecer na língua, nos lábios, na gengiva e até nas amígdalas. Os sintomas variam conforme a localização, mas, em geral, elas causam dormência, dificuldade para mastigar e engolir, e dor com um simples toque.

É importante, em primeiro lugar, distinguir o tipo de lesão e realizar o tratamento adequado, principalmente porque pode se tratar de algo mais grave. Veja a seguir!

Tipos de ferida na boca

Existem diversas doenças e condições que podem desencadear o surgimento de uma ferida na boca. As mais comuns são:

  • aftas: muito recorrentes, quase sempre aparecem na mucosa bucal. Suas causas costumam estar ligadas a problemas no sistema imunológico e a situações de estresse, alergia ou deficiência de alguma vitamina. O consumo de alimentos muito ácidos ou apimentados também pode contribuir para o seu desenvolvimento;

  • herpes labial: essa doença viral surge, principalmente, ao redor dos lábios, e é altamente contagiosa. Uma vez que a pessoa contraia o vírus, ele permanece no organismo e pode manter-se inativo e manifestar-se em casos de extremo estresse e trauma;

  • candidíase: também conhecida como “sapinho”, é uma infecção fúngica que se instala nas superfícies úmidas da boca. Em geral, ela acomete aqueles que estiverem com o sistema imunológico debilitado, que usam dentadura ou que tenham passado por algum tratamento com antibiótico.

Os perigos do câncer na boca

O câncer na boca também pode ser a origem desse tipo de ferida. Na maioria dos casos, a doença está associada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas, mas há outros fatores de risco, como infecções virais e exposição excessiva ao sol.

Ele se caracteriza pelo aparecimento de uma ferida não-cicatrizável, muito dolorosa e persistente nos lábios ou na cavidade oral. Essas lesões podem ser divididas em dois grupos:

  1. leucoplasia: possui coloração esbranquiçada. Os riscos de ela se transformar em um câncer na boca variam entre 0,25% e 30%;
  2. eritroplasia: é avermelhada, mais rara e a mais perigosa. As células cancerígenas, nesse caso, conseguem ser visualizadas através de um microscópio.

Além do surgimento da ferida em si, o paciente pode apresentar dificuldade para falar, engolir e até sentir o aumento dos linfonodos cervicais. Consequentemente, isso pode acarretar em alteração na voz, emagrecimento, sangramento na boca, entre outros sintomas.

O câncer na boca tem cura?

As chances de cura do câncer na boca são maiores quanto mais cedo ele for diagnosticado. Por isso, realizar o autoexame periodicamente em frente a um espelho é um passo preventivo importante.

No entanto, a identificação efetiva da lesão cancerígena só pode ser feita por um especialista, que pode solicitar exames de imagem, como tomografia e biópsia, a fim de confirmar a hipótese.

Se o resultado for positivo para câncer na boca, o tratamento geralmente envolve a cirurgia com remoção completa do tecido acometido. Quando a doença ainda estiver em estágio inicial, somente este procedimento costuma bastar. Em quadros mais avançados, geralmente há a inclusão de radioterapia e/ou quimioterapia.

O fundamental é buscar atendimento médico especializado assim que surgir alguma lesão suspeita (isso vale principalmente para as pessoas que estiverem inseridas no grupo de risco).

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Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital das Clínicas da FMUSP e foi Preceptor (chefe dos residentes) na Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HC-FMUSP.

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