Quais as doenças de pele mais comuns?

 In Dermatologia

Dar atenção à pele é importante em todas as idades. Uma cútis bonita é, antes de tudo, saudável.

Por isso, os cuidados não devem começar apenas depois dos 40 anos, com o surgimento de linhas de expressão e marcas do envelhecimento, já que existe uma série de condições que podem afetar o maior órgão de nosso corpo e causar problemas mais graves.

Saiba mais sobre algumas doenças de pele muito frequentes, seus sintomas e formas de tratamento.

Doenças de pele comuns

1. Acne
Acne é uma afecção caracterizada pelos famosos cravos e espinhas que aparecem na pele devido a um processo de obstrução das unidades pilossebáceas, acompanhado por um grau variável de inflamação. É bastante comum em adolescentes, por questões hormonais, mas adultos também podem apresentar a doença.
Tratamento: geralmente, é feito com medicamentos tópicos (de aplicação direta na pele) específicos, prescritos por um médico dermatologista. A escolha do medicamento tópico será de acordo com o número e os tipos de lesões de acne. Hábitos diários de limpeza, com sabonete e tônico adequados, são sempre associados. Quando o quadro é mais grave, com nódulos ou tendência para evoluir com cicatrizes, o dermatologista pode orientar medicamentos orais, como antibióticos, isotretinoína (roacutan(r)) ou hormonais (anti-concepcionais ou outros anti-androgênicos), no caso das mulheres.

2. Melasma
Caracteriza-se por manchas escuras na pele de natureza recorrente, principalmente na face, especialmente nas maçãs do rosto, na testa, no nariz e no buço. São agravadas pela exposição a luz, mesmo artificial. A doença afeta principalmente as mulheres, e suas causas não são totalmente conhecidas. No entanto, sabe-se que está relacionada à gravidez, ao uso de anticoncepcionais, à herança genética e à exposição solar.
Principais sintomas: manchas escuras acastanhadas pelo rosto, pescoço, colo ou braços, que ficam rapidamente mais evidentes, após exposição à luz.
Tratamento: as opções variam entre peelings, fotoproteção, cremes de tratamento (ácidos, clareadores) ,aplicação de laser específico (q-switched), Indução percutânea de colágeno com agulhas (IPCA®), entre outros.

3. Queda de cabelo
Sim, essa também é uma doença de pele! Existem dois diagnósticos mais comuns: o eflúvio telógeno e a alopecia androgenética. Os nomes são complicados, mas os conceitos são fáceis de explicar.

O primeiro é a causa mais comum de queda de cabelo e acontece quando um percentual maior de folículos do couro cabeludo entra em uma fase de queda (fase telógena). Geralmente, ocorre após momentos de estresse ou por alguma outra condição que impeça o cabelo de crescer (pós parto, procedimentos cirúrgicos, medicamentos, dietas restritas, doenças hormonais). Ocorre por uma interrupção da fase de crescimento do fio (fase anágena) mais precoce que a habitual (o esperado seria que essa fase durasse cerca de 6 anos). O tratamento do eflúvio telógeno depende do isolamento da causa e eliminação do fator desencadeante.

O segundo quadro é também conhecido como calvície. Nesse caso, ocorre uma miniaturização folicular progressiva e os cabelos vão ficando cada vez mais finos, mais curtos e claros, com a consequente rarefação dos fios.
Além de ser uma desordem hormonio-dependente, existe uma clara participação genética na calvície.
A principal característica da calvície é a queda de cabelo na parte superior e frontal da cabeça, nos homens, e na parte superior e “coroa”, nas mulheres. O tratamento específico ameniza a condição, mas a doença não tem cura.

4. Unhas frágeis
Afecção comum caracterizada por unhas menos resistentes. Pode ser resultado da desidratação das unhas ou de alguma outra condição já existente. Pode ser fa vorecida pela lavagem frequente ou pelo contato constante com substâncias químicas agressivas. É possível associação com deficiência de oligoelementos e vitaminas.
Principais sintomas: unhas quebradiças e sem força, muitas vezes há separação de camadas mais superficiais nas pontas das unhas .
Tratamento: não existe um tratamento específico, exceto quando uma doença primária é descoberta. Recomenda-se evitar traumas e exposição a substâncias que possam irritar as unhas. Hidratantes e vitaminas fazem parte do tratamento dessa afecção..

5. Câncer de pele
Existem três tipos de câncer de pele.
Melanoma: é o menos frequente, mas possui o índice de mortalidade mais alto. Quando diagnosticado nos estágios iniciais, as chances de cura são maiores que 90%. Tem como características pintas ou sinais escuros na pele. O reconhecimento de características sugestivas de melanoma nos sinais ou pintas é tarefa do médico dermatologista. Aí se dá a importância de um check up da pele, pelo menos anual.
Carcinoma basocelular: é o mais comum, e sua taxa de mortalidade é baixa. Geralmente, surge nas regiões mais expostas ao sol.
Carcinoma espinocelular: se manifesta nas células escamosas e também é mais comum em áreas que recebam mais luz solar. No entanto, outros fatores contribuem para o desenvolvimento da doença: feridas crônicas, cicatrizes e contato com certos agentes químicos.

Sintomas: surgimento de manchas de cor acastanhada, marrom, cinza, azulada ou avermelhada na pele, que podem sangrar e mudar de coloração, tamanho e forma.
Tratamento: a principal forma é a cirurgia para retirada do tumor.

Em 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou uma campanha de prevenção ao câncer de pele chamada Dezembro Laranja, em que as pessoas são encorajadas a postar fotos em suas redes sociais vestindo roupas de cor alaranjada. A iniciativa destaca a importância do uso de filtro solar diariamente.

Não deixe de procurar orientação médica caso perceba os sintomas descritos neste artigo. Use protetor solar diariamente e mantenha a saúde de sua pele em dia!

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