Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Quais são os tipos mais comuns do chamado câncer de cabeça e pescoço

câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço é considerado, pela Organização Mundial de Saúde, o nono tipo de tumor maligno mais comum no mundo.

Apesar de ser menos conhecido, ele é bastante perigoso, já que se diferencia por poder afetar uma grande quantidade de órgãos. Isso sempre acaba gerando algumas dúvidas.

Além disso, ele possui fatores de risco bem definidos, o que descomplica as ações de prevenção, e apresenta sintomas de fácil percepção, aumentando as chances de um diagnóstico no estágio inicial.

Abaixo, respondemos algumas perguntas sobre o câncer de cabeça e pescoço. Confira!

Quais áreas podem ser afetadas pelo câncer de cabeça e pescoço?

O câncer de cabeça e pescoço pode se desenvolver nas seguintes estruturas anatômicas:

  • em toda a cavidade oral, ou seja, na boca;
  • nos seios da face;
  • na faringe, que engloba a parte de trás da cavidade nasal e oral, onde estão localizadas as amígdalas, a base da língua e o início do esôfago;
  • na laringe;
  • nas glândulas salivares e na glândula da tireoide.

Qual o tipo mais comum?

De todas as áreas possíveis de serem atingidas pelo câncer de cabeça e pescoço, duas registram os maiores índices de ocorrência: a boca e a laringe.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), somente em 2017, aproximadamente 22 mil brasileiros foram diagnosticados com um desses dois tipos de tumor. Conheça suas características:

  • câncer na boca: começa como uma ferida, dolorida ou não, que não apresenta melhora na cicatrização. Pode surgir nos lábios, na gengiva, na língua, na mucosa bucal, no “céu da boca” e até na região abaixo da língua;
  • câncer na laringe: os sintomas podem ser diversas como um rouquidão persistente e falta de ar. Além disso, há possibilidade de se ter dor de garganta contínua e até dificuldade para engolir.

Hábitos que contribuem para o câncer de cabeça e pescoço

A maioria dos pacientes acometidos são homens, na faixa etária entre 40 e 50 anos, que possuem como principais hábitos:

  • tabagismo: pesquisas mostram que aproximadamente 90% das pessoas diagnosticadas com um tumor na boca são fumantes. Isso ocorre porque o tabaco tem substâncias altamente cancerígenas. Assim, quanto mais cigarros alguém fumar, maiores serão as chances de ter a doença;  
  • excesso de consumo de bebida alcoólica: o álcool leva a uma deficiência na camada de proteção da mucosa e também à agressão direta sobre ela, aumentado o risco na formação de câncer. Além disso, a associação da bebida alcoólica com o tabagismo é ainda mais prejudicial, pois o álcool facilita que os elementos nocivos do fumo penetrem a mucosa.

Além disso, nos dias atuais, há um aumento no diagnóstico de câncer de orofaringe (local onde se situam as amígdalas) relacionado à infecção pelo vírus HPV.

No caso do câncer de lábio, o principal fator de risco é a exposição solar, especialmente no lábio inferior por ser mais vulnerável a irradiação dos raios UVA e UVB. Portanto, as pessoas que passam longos anos de vida expostas ao sol sem proteção adequada são mais propensas a este tipo de tumor.

Fique atento aos sinais

Como é importante diagnosticar precocemente o câncer de cabeça e pescoço para que a probabilidade de cura seja maior, é fundamental ficar atento aos sinais que ele apresenta:

  • ferida na boca que não cicatriza após 2 semanas;
  • dor na boca;
  • presença de um nódulo no pescoço;
  • irritação na garganta ou dificuldade para engolir;
  • dificuldade para mastigar ou mover a língua;
  • área esbranquiçada ou avermelhada na língua, na gengiva, nas amígdalas ou no revestimento da boca;
  • dormência em alguma região da boca;
  • alteração na voz;
  • mau hálito persistente;
  • perda de peso.

Mude seus hábitos!

A melhor forma de prevenir o câncer de cabeça e pescoço é evitar os fatores de risco. Assim, além de parar de fumar e não ingerir bebida alcoólica em excesso, sugere-se:

  • realizar higiene bucal frequentemente.
  • utilizar protetor solar labial diariamente.
  • ter relações sexuais com proteção sempre.

Em caso de aparecimento de qualquer um dos sinais e/ou sintomas, é imprescindível procurar um médico para que a investigação seja realizada e, se necessário, o tratamento seja iniciado.

 

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Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim

Dr. Jorge Kim é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Hospital das Clínicas da FMUSP e foi Preceptor (chefe dos residentes) na Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HC-FMUSP.

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