Cardiologia

3 possíveis alterações cardíacas durante a gestação

alterações cardíacas durante a gestação

O corpo da mulher passa por diversas mudanças ao longo da gravidez. Além das questões que envolvem os hormônios e a sua própria aparência, os órgãos igualmente precisam se readaptar para possibilitar o crescimento e o pleno desenvolvimento do feto.

Entre essas modificações inevitáveis, as que envolvem o coração e o sistema vascular costumam causar mais preocupação. Isso porque, quando ocorrem alterações cardíacas durante a gestação, é preciso tomar providências para que a saúde da mãe ou do bebê não fique comprometida.

Confira abaixo 3 alterações cardíacas muito comuns durante a gestação. É fundamental buscar ajuda médica quando se tiver dúvida.  Boa leitura!

3 alterações cardíacas que podem ocorrer durante a gestação

1 – Frequência cardíaca

Para que o corpo se adapte às novas condições, é muito comum que ocorram alterações cardíacas durante a gestação. Entre elas, destaca-se a quantidade de sangue que é bombeada, fazendo com que haja elevação na frequência dos batimentos.

Para se ter uma ideia, essa ejeção de sangue aumenta de 30 a 50%. Na prática, isso demonstra que, em repouso, a frequência passa de 70 pulsações por minuto para 80 ou até 100.

Inclusive, 95% das grávidas se queixam da presença de sopro no coração, ou seja, elas ouvem determinados ruídos quando a ejeção do sangue é realizado.

Apesar de ser muito comum, não quer dizer que obrigatoriamente esses índices irão afetar todas as gestantes. Tudo depende do estado de saúde da mulher e se há antecedentes de problemas no coração. Na maioria das vezes, essas alterações são normais.

2 – Posição do coração dentro do corpo

Conforme vai passando os meses da gestação, o útero vai aumentando de tamanho e, consequentemente, o diafragma se eleva. Com isso, o coração começa se posicionar de forma mais horizontal.

Além disso, o órgão inicia um processo de deslocamento. No caso, ele sobe um pouco em relação ao seu local original, fica mais para frente e se desloca para a esquerda.

3 – Pressões arterial e venosa

De forma geral, a pressão arterial tende a diminuir no início da gravidez e depois se eleva aos poucos quando chega na metade da gestação. Porém, isso não é uma regra, principalmente porque pode ocorrer uma doença chamada hipertensão gestacional.

Em média ela acomete 10% das gestantes, principalmente as que sofrem com sobrepeso, são sedentárias e estão em sua primeira gravidez.

Esse aumento irregular da pressão sanguínea é uma das alterações cardíacas na gestação que, se não for tratada adequadamente, pode ocasionar problemas graves para a mãe e para o bebê.

Outra mudança muito comum nessa fase é o aumento da pressão venosa, ou seja, da pressão existente nas grandes veias de retorno ao átrio direito do coração. Ela contribui para o surgimento de varizes nas pernas e de hemorroidas, além de poder desencadear em edemas nos membros inferiores.

Para evitar problemas e imprevistos, é fundamental conhecer as principais alterações cardíacas durante a gestação e, assim, ficar atenta aos sintomas que podem desencadear.

Na dúvida, converse com o (a) obstetra. Quando necessário, procure um cardiologista e realize o acompanhamento adequado. Essa é a melhor forma de garantir o pleno funcionamento do coração e a saúde da mãe e do bebê.

 

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