Para que serve a tireoide? Como me precaver de doenças?

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De um modo geral, quando se pergunta a um indivíduo comum para que serve a tireoide, a resposta, na maioria das vezes, resume-se a uma pequena glândula situada na região do pescoço, que, ao ser desestruturada, provoca o famoso Bócio ou papeira.

No entanto, a influência desse órgão abrange desde o funcionamento correto do organismo até alterações no campo psíquico, sendo, muitas vezes, responsável pela ocorrência de ansiedade, depressão, síndrome do pânico, entre outros transtornos semelhantes.

Portanto, resumidamente, podemos afirmar que a função básica da tireoide é comandar o metabolismo do corpo humano, ou seja, criar as condições necessárias para que determinadas transformações físico-químicas ocorram de forma satisfatória no organismo.

Uma visão interna da constituição da tireoide

O seu mau funcionamento pode comprometer as fases de crescimento, desenvolvimento cerebral, sexual, intelectual e, até mesmo, emocional de um indivíduo, com os seus principais sintomas sendo percebidos geralmente após os 30 anos de idade.

Para se ter uma ideia da importância da tireoide, ainda nos primeiros dias de vida, o recém-nascido deve ser avaliado por meio do famoso “teste do pezinho”, que engloba os hormônios tireoideanos. Sabe-se que durante a gestação todo o suprimento de hormônio tireoidiano necessário para o desenvolvimento do feto é fornecido pela mãe.

Porém, ao nascer, esse elo é rompido, e, obviamente, é preciso ter a certeza de que o órgão está pronto para exercer a sua função corretamente durante toda a sua vida.

E, para que os transtornos oriundos do seu mau funcionamento sejam ao menos minimizados, é necessário, além de saber para que serve a tireoide, que haja por parte do indivíduo uma maior preocupação com a sua saúde, realizando exames médicos periódicos.

O que é a tireoide?

A história nos conta que a existência dessa glândula foi cientificamente comprovada pelos estudos do médico e anatomista britânico Thomas Wharton, em meados do século XVII.

Ele descobriu que o órgão tinha um formato semelhante ao de uma borboleta, composto por dois lobos laterais, cada um destes pesando entre 15 e 25 gramas, medindo entre 2 e 3 cm de largura e de 3 a 6 cm de comprimento.

Ele também constatou, por meio dos seus estudos, que o órgão era levemente fixado na região abaixo da proeminência laríngea (o famoso “gogó”), além de ser a primeira glândula hormonal formada no corpo humano.

Cerca de 10% da população mundial sofre com o problema, e na maioria mulheres.

Posteriormente, estudos feitos por Hadden e Baumann, no séc. XIX, com o intuito de saber para que servia a tireoide, concluíram que ela era responsável pelo metabolismo corporal e que, para o processo, o iodo exercia papel fundamental e indispensável para a síntese dos hormônios tireoidianos.

Baumann descobriu que a tireoide precisa absorver determinadas quantidades de iodo, na forma de iodeto orgânico circulante, para que possa produzir os hormônios Tiroxina (T4) e Triiodotironina (T3), que são liberados para praticamente todos os órgãos do corpo humano. Por meio desse processo, o organismo é capaz de realizar o seu metabolismo adequadamente.

O diagnóstico precoce ainda é a maior arma contra esse mal.

Como se precaver de doenças relacionadas à tireoide?

Agora que já sabemos para que serve a tireoide, é necessário também ter em mente sobre as doenças relacionadas a ela, sendo que, do ponto de vista funcional, há distúrbios relacionados ao excesso ou deficiência dos hormônios tireoidianos produzidos. Além dos transtornos relacionados ao funcionamento, esta glândula pode apresentar doenças estruturais, como a formação de cisto e nódulo, sendo que o primeiro é um acúmulo de líquido basicamente constituído de hormônios e o segundo é um agrupamento de células que geralmente é benigno, porém, com um risco também de ser maligno.

Quando a glândula deixa de produzir quantidades suficientes de hormônios tireoidianos (HT), tem-se o que é chamado de hipotireoidismo e os sintomas mais visíveis são: cansaço, fraqueza, alterações de hábito intestinal, dificuldade de memorização, ganho de peso, queda de cabelo, unhas quebradiças, entre outros problemas que irão ocorrer de acordo com a estrutura de cada indivíduo.

Já com relação ao hipertireoidismo, o que ocorre é a produção excessiva de hormônios tireoidianos; e já que o corpo humano não é capaz de guardar esse excesso, o resultado é a ”aceleração” das funções orgânicas: taquicardia, irritabilidade, alteração do ciclo menstrual, suores excessivos, dificuldade para dormir, perda de peso, entre outros distúrbios.

Para que a tireoide possa produzir as quantidades necessárias desse hormônio, o consumo do iodo ainda é o principal aliado, recomendado desde o início dos anos 50 no Brasil, quando o Ministério da Saúde estipulou a dosagem mínima de 40 miligramas de iodo por quilo de sal vendido em todos os estabelecimentos comerciais do país.

Tal iniciativa teve como estímulo o Programa de Erradicação da Deficiência de Iodo da Organização Mundial da Saúde, que já preconizava o uso do sal iodado como a mais simples, prática e econômica forma de garantir o bom funcionamento da glândula, já que é produzido em abundância no mar e acumulado no solo das regiões litorâneas.

Já, em relação às alterações estruturais da tireoide (cisto e nódulo), sabe-se que a população feminina é a mais acometida porém, não existe ao certo uma forma de prevenção. O que se recomenda é a avaliação periódica e a realização de exames para que se detecte alguma forma de malignidade de forma precoce a fim de se instituir o tratamento mais adequado.

Diagnóstico e tratamento

Por ser uma doença silenciosa, cujos sintomas na maioria das vezes só são percebidos entre os 30 e 40 anos de idade, o recomendado é o hábito de realizar consultas médicas de rotina.

Os distúrbios relacionados ao funcionamento (hipo e hipertireoidismo) são normalmente tratados por medicamentos e aqueles relacionados à estrutura (cisto e nódulo) podem ser apenas acompanhados ou até mesmo necessitar de cirurgias de acordo com a avaliação médica e de exames complementares.

Não se esqueça também que uma dieta saudável, rica em frutas, legumes, peixes e frutos do mar, é uma aliada poderosíssima contra esse mal, que já atinge cerca de 10% da população mundial.

Agora que já sabe o que é e para que serve a tireoide, deixe o seu comentário sobre esse artigo logo abaixo. Além disso, continue acompanhando as nossas publicações sobre o tema.

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